domingo, 23 de março de 2014

Wolfmother - New Crown

Pois é. Você talvez nem saiba que o Wolfmother voltou e voltou a ser um trio. Muito menos sabia que eles já haviam gravado um disco novo. Então. Saiu hoje!

Na Austrália já é de ontem, pelo horário, mas nosso fuso horário brasileiro permite dizer que saiu hoje! Por 9 minutos. Mas estou ouvindo esse disco pela terceira vez e só agora lembrei de dividir com vocês todos que leem esse blog. Ou não. Enfim. Pra não dizer que eu não avisei, aí está!

http://wolfmother.bandcamp.com/album/new-crown

Eu já falei deles aqui. Lembra? Não? Então leia aqui. --> O

sexta-feira, 21 de março de 2014

Confidência do Itabirano - Carlos Drummond de Andrade


Desde que voltei à minha terra, é como me sinto. Às vezes, reencontro passados amáveis e são apenas retratos na parede. Se forem, pois aquilo que eram não são mais. As lembranças que antes eram boas, agora já se foram. Talvez fosse melhor não ter reencontrado.

sábado, 10 de agosto de 2013

Pocket Resenha: The Who - Rock Honors 2008 Live

1- Foo Fighters - Young Man Blues: Tudo o que se espera do Foo Fighters é o que? Som alto, gritaria, potência, cabelos e cabeças balançando, bom humor e um sem fim de clichês do rock de garagem/estádio da banda. Versão mais Foo Fighters do que The Who. Coragem e Competência.
2- Foo Fighters feat. Gaz Coombes - Bargain. Mais The Who/Supergrass do que Foo Fighters. Nada demais. Preenchimento de espaço e realização do que certamente era um sonho do ex-vocalista do Supergrass (uma das bandas mais divertidas dos anos 90. Inspiração óbvia da gauchada do Cachorro Grande)
3- Incubus - I Can See For Miles: Ótima apresentação. Incubus, mesmo soando como banda adolescente, tem ótimos músicos, sabe fazer boa música e experimentações roquenrou. Infelizmente ainda não se decidiram se serão sempre uma banda de abertura da Malhação ou se vão para a experimentação. Nessa música, em especial, mostram sobriedade e originalidade.
4- Incubus - Can't Explain: Desnecessário. Apenas isso. Preferia ver o The Hives tocando essa. Seria mais interessante.
5- The Flaming Lips - Tommy Pocket Show: é. isso mesmo que você leu. O Flaming Lips se arriscou a tocar, resumidamente é claro, um resumo da obra prima da banda. Fãs ortodoxos podem não ter gostado... Dificilmente alguma apresentação do Flaming Lips passa pela mediocridade. Excelente banda, estética brilhante e muitos culhões para fazerem o que fazem. Principalmente nessa performance que contou até com a famosa quebração de encerramento. Apesar dos narizes torcidos de alguns xiitas, todos os presentes naquele momento parecem ter adorado e eu, particularmente, achei uma ideia excelente e tenho essa como a melhor apresentação do evento. Fora, obviamente, os momentos épico e apoteótico a serem descritos no final.
6- Tenacious D - Squeeze Box: Simplesmente assista. Talvez o melhor argumento para entender e aceitar a grandeza do Who são as palavras do Jack Black "Os beatles não são tão legais porque não tem uma música legal onde cantam "beatles, beatles" em falsete e conseguem ser legais. Mesmo só voz e violão, 3 acordes e eles soam tão barulhentos... é a atitude The Who que dá o peso. Isso eles conseguiram mostrar.
7- Pearl Jam - Love Reign On Me: Simplesmente épico.
8- Pearl Jam - The Real Me: Lindo. Não tecerei comentários. Sou Suspeito para falar.
9- Adam Sandler - Melhor não estragar a surpresa....
10- Apogeu apoteótico. Assista... (sem spoiler é mais legal)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A rua de camadas

Caminho entre dedos
a barra da calça suspende
Calcanhares e dores
O cheiro de dias
A dor de sempre
Um ônibus que nunca veio
Nem foi
Mas hoje passou
Peguei.
Por que, não sei
levantei do sofá para correr
Cumprir com o que querem de mim

como sempre, sumi
Andava na rua de ontem
Aquela janela de madeira ali
agora é de metal
Mas ainda tem meu nome
E o nome dela
Gravados com um clips
Que não sabia que tinha
E não guardei.
Um clips,
que só esteve em meu bolso
Naquele dia
E para aquilo
Hoje
Não sou aquele
Hoje pego caronas
Sem saber porque
Antes vagava para dentro
E divagava entre os outros

salto do ônibus,
Ando em direção àquela esquina
Onde ficava a casa de ninguém
Que virou churrascaria, loja de discos
A pizzaria de tantas brigas
De tantas mesas onde gravei
Tantos amores
muita raiva
E descontei muito desconforto
onde conflitos tinham sabor de marguerita
coca com gelo e limão
e cheiro de azeite
talvez nem fosse azeite
mas lembro do cheiro.
Mesmo depois de tantos anos.
de tantas confusões.
anos mais tarde
Ainda no passado
Mas talvez mais distante
Marcas mais novas
Menos profundas
Parecem mais distantes
 o restaurante foi novo cenário
 da conciliação.
A primeira de tantas refeições
que vieram depois
e virão ainda.
De tantos conflitos.
Também restaurou o respeito
Em conversa franca e ruidosa
o heroi que matei
a dor da dúvida
o amor reprimido

Mas hoje essa loja
Que vejo todos os dias
Não é nada mais
Só lembrança
Que precisei levantar do sofá,
Pegar um ônibus que nunca vi
Nem existe
Saí de calça e chinelo
Comi minha calça
E andei para correr
Desisti.
Voltei a esmo
Já não sou mais daquela rua
meu ônibus não passa mais
Pois nunca existiu
E agora,
Aquele que viu seu passado
Também nao existe mais
Todo aquele cenário de ontem
Sobrepõe o passado recente
E cola em papel manteiga
Uma rua cheia de histórias
E, agora, com muitas camadas
em um eterno presente

terça-feira, 14 de agosto de 2012

TOP 5 - Músicos que me deprimem

5- Cazuza: Se existe alma, eu sei por causa deste homem. Senão, deveria existir pra esse homem fazer sentido.
4- Jimmy Page: Como poderia um homem poder ser mais completo musicalmente do que o cara que fez tudo com a simplicidade de um sábio e a complexidade de um estudioso?
3- Eddie Vedder: "I can see their laughter. So I do I sear?", "How can ir be mine?" e "We belong togheter". Tudo isso em uma música só.
2- Paul McCartney: Já teve vontade de voltar no tempo pra matar alguém que fez algo que te diz mais do que você pode entender? "Let It Be".
1- Jim Morrison - "Father, I want to kill. Mother, I want to fuck you." enquanto os beatles cantavam "Help! I need somebody!" Mudança de foco mais do que necessária.


Argumentos palpáveis?

5-


4-


3-


2-


1-

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Coletânea Alguma Coisa de Nu Metal

Aí vai, como prometido, a coletânea Alguma Coisa de Nu Metal.


Para baixar clique AQUI


Lembrando que o que se faz aqui não é pirataria, pois eu não ganho nada com isso, o trabalho é de divulgação desses sons. Compre os discos, assim como eu fiz. Valorize os artistas e os álbuns que eles produzem. Essa coletânea é para você conhecer ou apenas ter em um mesmo disco várias coisas que não estão juntas originalmente, mas fazem parte de obras que valem a pena serem conferidas em sua forma original.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Porque o New Metal nunca foi tão New assim.

Sem dúvida, a presença de um scratcher no palco com uma banda de Rock/Hardcore foi uma novidade introduzida por bandas do início dos 2000. Sintetizadores com rock datam dos anos 70. Rap com hardcore datam dos fins de 80 e início dos anos 90. Vozes rasgadas e abafadas ganharam espaço no pós-grunge. E os timbres de bateria são referência ao clássico Roots do Sepultura de 1996 (foto).
 Que, aliás, é o disco que marca, de fato o início do New Metal. Afinal é Metal e é novo (dãr). É novo porque diminui a paulada rápida e contínua por uma ambiência de peso e bastante distorcida. Os tambores (e a bateria) sincopadas com variações de bumbo mais lentas e ritmos mais lentos e vibrantes são a marca desse novo Metal que não tinha apenas nas centenas de bumbadas por segundo e distorções quase abelhudas de tão rasgadas sua marca.
A junção disso com a ascensão de  bandas como Biohazard, Dog Eat Dog, Suicidal Tendencies (foto) e E-Town Concrete com uma roupagem de hardcore mais agressivo e menos rápido, acrescido da ascensão do HipHop ao mainstream do início dos anos 90, a evolução foi natural.
Bandas como Deftones, Korn e Sevendust surgiram nessa nova roupagem ainda com alguma cara de Grindcore e Trashmetal, porém mais lento. O peso das guitarras e a batida sincopada deram uma nova cara para novo metal que estava surgindo. Juntando-se a isso, a mistura com alguns trechos falados (ou gritados) esse novo tipo de frontman parecia novidade. E, de fato, o era.
Então vieram as bandas como Limp Bizkit, Papa Roach, Machine Head, Alien Ant Farm, Godsmack, Coal Chamber e a talvez maior de todas e mais inovadora Slipknot. Todas bastante significativas para a construção de um dito novo Movimento, uma nova cena. De fato, não há que se negar que todas essa bandas faziam um som realmente diferente. Mas a questão é que nem tanto assim.
Culpa dos nossos tempos, onde não há memória. Ninguém se lembra que o Faith No More de Mike Patton (foto) já fazia isso em idos de 80 e 90. Que o Dog Eat Dog ainda tinha metais em suas músicas, misturando, Ska, Hardcore, Metal e Rap. Porém, a real novidade foi a inserção de recursos realmente digitais como os moogs, minimoogs, sintetizadores manuais e o scratch em suas músicas. Algumas bandas mais pesadas como Korn, Deftones, Coal Chamber e Godsmack foram mais adiante nas lições da família Cavalera e mantiveram um espírito mais de Metal, como uma evolução desse estilo. Já outras como Limp Bizkit, Papa Roach e Slipknot foram mais para o lado mais New, que é a inserção de fato de uma situação mais Hip Hop (apesar de o Papa Roach não ter um DJ em cima do palco fazendo scratches.)
O que há de novo nisso tudo também não é novo, pois é apenas o reflexo da pós-modernidade, onde tudo é fragmentado em boas referências transformadas em um movimento vazio e sem proposta. A proposta, como tudo hoje na música, é apenas ser diferente. Ao contrário das bandas que formaram as bases dessa nova música. Enquanto o Sepultura buscou uma percussão mais próxima de suas raízes indígenas, Dog Eat Dog e Biohazard buscaram no Rap que efervescia nos guetos onde moravam e o Faith No More tentou explorar ao máximo o talvez mais técnico e versátil vocalista do Rock nos últimos anos.
Quando disse que o Slipknot (foto) seja talvez a mais inovadora de todas essas bandas, não quis dizer que é a melhor, que na minha opinião é, definitivamente, o Deftones, mas sim porque trouxe ao seu público uma proposta nova de show. Com 9 homens no palco, fantasias, uma estrutura de bateria que sobe e gira de frente para o público, palhaços pulando e fazendo no palco o mesmo que seus fãs fazem à sua frente. Mas o grande mérito do Slipknot está na visível intenção de provocar a plateia e seu vocalista Corey Taylor é talvez um dos melhores frontman da atualidade, pois sabe se portar em cima do palco, sabe falar com a plateia e é um ótimo mestre de cerimônias para uma excelente banda. Aí está uma inovação: a banda é boa. Bons músicos, boas letras e uma proposta que atende muito bem ao show business. Esta última, quase sempre a única preocupação da maioria dessas bandas supracitadas e que souberam aproveitar bem a cena e o momento, mas já não mantém mais suas atividades com qualidade. Ao contrário dessa maioria, Deftones (foto) e Korn vêm ano após ano produzindo bons discos e mantendo uma proposta de som que vem já há quase vinte anos. E que é o provável Nu Metal por um bom tempo, enquanto muitas dessas bandas, se já não foram, serão esquecidas muito em breve.
Lanço em breve uma coletânea com as bandas que citei aqui para ilustrar melhor.

sábado, 21 de julho de 2012

Coletânea - TOP 5 - 2011

Aí vai o link para você baixar e ouvir até doer as orelhas e chorar seu suco gástrico.

Não sem antes reafirmar que isso não é pirataria. Não ganho nada com isso, nem revendo algo que não foi comprado. Afinal, comprei todos esses discos. É só uma coletânea com o intuito de dividir boa música e divulgar trabalhos que considero de altíssima qualidade. A união disso é de minha autoria. Reconheça meu mérito nisso ou critique minhas escolhas.


http://www.4shared.com/zip/hJDsAEGo/Alguma_Coisa_de_2011.html?refurl=d1url

sexta-feira, 20 de julho de 2012

TOP 5 2011 (1) - Damien Rice

1- Damien Rice. A tempestade em um copo d'água. 

Eu sei, você vai pensar: "Ah, nem vou ler o cara que até 2011 não conhecia o Damien Rice. Coitado.". Pois é, coitado de mim. Mas, como sei que não sou o único que abdicou de ouvir esse homem, preciso dizer o que penso sobre ele. Não conhecia, como alguns dos mais fervorosos indies, sua antiga banda Jupiter. Não procurei por ele quando soube que aquela chatíssima versão da Ana Carolina e o Seu Jorge fizeram de "Blower's Dauhgter", muito menos procurei mais dele quando assisti o filme Closer. Afinal, sempre senti que já conhecia sua música, mesmo sem ouvi-la. Mesmo sem ler suas letras e vê-lo interpretar suas canções. Porém, assistindo (novamente) ao Live From Abbey Road, não consegui ignorar, como muitas vezes nossa mente pede. Principalmente pelo ambiente que esse homem cria no que faz. Porém, passava por uma fase de depressão bastante significativa e não consegui sair ileso do que eu sempre lutei contra: ouvir o sofrimento de alguém.
Não houve estranhamento. Não houve sentimento algum em relação ao que eu ouvia. Houve sim um ambiente que ele criou que me dominou e me fez não sentir nada além do que aquilo tudo proporciona. Passei alguns bons (não tão bons assim) dias ouvindo e sentindo isso tudo. Não sei o que é. Acho que ninguém sabe. E isso é música. O que a gente não sabe o que é. O que ninguém pensa, nem sente igual. É a empatia. É ser dominado por aquilo. Perder o controle, afundar junto, emergir junto. Respirar e perder a respiração. É não sentir nada e sentir o mesmo que o músico sente sem saber o que é. É chorar sem saber porque e não querer saber porque. É afundar na tristeza reconfortante do inconsciente. É sofrer por sofrer e não querer sair disso até que tudo o que profana seus sentimentos e pensamentos positivos saia de alguma maneira. É escolher o caminho que a música te proporciona quando a escolha já foi feita. E não foi você quem escolheu. É sentir o que o músico, compositor e intérprete sente sem que ele queira. Sem que você queira em uma primeira visão e descobrir, tomado por isso, que é o que você mais quer. Que alguém te guie até o fundo do poço e nesse caminho mostre como você chegou lá. Sem dizer. Assustador é sentir algo que não é seu, dada a sinceridade do que lhe é apresentado. Obrigado, Damien. Sua voz me constrange, por mostrar tanto de alguém que acredito ser você. Mas se não for, não importa. Seu violão é preciso. Sua voz é feita de entranhas. Suas letras são escritas por um inconsciente inexistente e muito mais real do que eu posso perceber por apenas 5 sentidos. Seu violino, seu violoncelo entram no meu estômago e sacodem tudo em volta. Obrigado por dialogar com Lisa Hannigan. Não sei de nada.Obrigado por me mostrar isso.
Musicalmente não há nada a se dizer. É tudo perfeito e tomado de algo que só a música pode proporcionar.
Tente sair ileso disso:


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

TOP 5 - 2011 - (2): Damian 'Jr Gong' Marley

2- Damian Marley - O último trago


Pode me recriminar por não conhecer o mais novo e mais bem sucedido musicalmente filho de Bob 'Tuff Gong' Marley. Eu realmente vacilei demais em não conhecê-lo até sua apresentação no SWU de 2011. Que me desculpem os outros 10 rebentoso do pai do Reggae, mas Damian é, sem dúvida quem melhor honra o sangue e a família Marley. Muitos foram os que tentaram algo na música, mas nem Ziggy, nem Julian, nem Stephen, nem Ky-Mani conseguiram triunfar musicalmente. Afinal, carregam uma sombra assombrosa em suas costas. Filhos do homem que revolucionou a música mundial, a visão de mundo das Américas e trouxe consigo uma mensagem bastante religiosa e séria de crítica social e de crítica ao homem mesquinho, superficial e selvagem, cantando algo a que nossos ouvidos nunca houveram sido apresentados: o Reggae.
Seu legado, foi nada mais nada menos do que uma nova maneira de pensar a sociedade, a música (como canto de louvor) e o homem. Mesmo sem uma relação direta ou qualquer referência esclarecida ou mesmo implícita, Robert Nesta Marley levou aos ouvidos de todo o mundo uma mensagem de paz e amor.
Felizmente, Damian não tentou, assim como muitos de seus irmãos mais velhos, ser um sucessor de seu pai. Muito pelo contrário. Ele leva a mensagem, mas até pela distância (seu pai morreu quando tinha apenas 2 anos) e pelo pouco contato, Damian iniciou sua carreira prestando uma homenagem a seu pai e parou por aí. Hoje, ele toca ainda algumas das músicas de seu pai com as quais se identifica. As de cunho mais político.
Jr Gong faz um reggae repaginado, mais animado, mais vivo e mais dançante, fugindo um pouco do reggae de praia de Ziggy, do reggae pop de Julian, do reggae mais percussivo e africano de Ky-Mani. Talvez o irmão que faça um som mais próximo do de Damian seja Stephen, com quem gravou uma quantidade razoável de músicas. Ambos buscam influências no R&B, no Hip Hop e no Dancehall, criando um reggae que não parece mais um côver adolescente de Bob Marley. No primeiro vídeo vocês podem conferir essa parceria.
Em 2011, tive a oportunidade de conhecer esse já consagradíssimo regueiro ganhador de um Grammy e aclamado pelo público sedento por regueiros de verdade desde a morte de Bob. Muitos vieram, muitos fizeram muito. Mas ninguém teve o impacto que o Tuff Gong causou nos fins da década de '70. Peter Tosh, Jimmy Cliff, Joseph “Culture” Hill, The Wailers, Third World e mais recentemente S.O.J.A. (Soldiers Of Jah Army), Matisyahu e Groundation.
A influência de Bob, jamais será totalmente suprida. O criador jamais será superado, mesmo por suas crias. Porém, Damian é diferente, é oxigênio para os cérebros de fãs do bom e novo Reggae.
Obrigado Bob por seu legado musical e familiar.

PS: Recomendo a busca pelo Supergroup "SuperHeavy" com Damian Marley, Mick Jagger e Joss Stone. Vale a pena conferir.

Damian & Stephen


Damian & Stephen - live


Damian ft. Nas


Damian Live















terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Top 5 2011 (3) - Portugal. The Man

*Recomendação do grande amigo e produtor fonográfico Bruno Zibordi. (Leia aqui a crítica dele sobre o álbum American Ghetto)

3- Portugal. The Man. Estranho, mas nem tanto. Diferente, mas nem tanto. Pop, mas nem tanto. Diferenciado, isso sim.

Em 2010, conheci, mas, assim como no caso do barbudinho Ray do post anterior (clique aqui, se você ainda não leu), não me debrucei com o afinco que a excelente banda do Alaska merece. Em 2011, cuidei de buscar todos os discos e vídeos da banda para entendê-la como um todo. Percebi, logo de cara, uma certa influência do Trip Hop de grupos como Massive Attack e Portishead. Mas, como tudo o que pode ser considerado de qualidade em música, as referências não param por aí. O princípio do Trip Hop de mesclar o eletrônico, o lírico e o R&B fica apenas na roupagem da produção de suas canções. Com 7 discos lançados de 2006 a 2011, o quarteto traz à tona muitas influências do Psicodélico ao Pop com um arranjo de vozes de dar inveja a qualquer fã de Beach Boys e The Byrds. Quatro vozes trabalhando separadamente juntas e formando acordes líricos em uma base que percute como o Trip Hop e soa como folk não é algo simples ou comum de se ver nos dias de hoje. Admirável, por sinal. Com letras que revivem os temas anti-consumismo e conflitos do homem contemporâneo e a claustrofobia de tanta informação inútil em nosso estilo de vida hoje em dia. Uma renovação, eu diria na temática do Rock. Aliás, rótulo que não considero válido para o quarteto. Apesar de algumas guitarras distorcidas em alguns momentos e vocais rasgados, além das temáticas das letras.
Quanto ao nome, nada demais. Somente uma excentricidade coesa com o propósito da banda.
O som, por ser elaborado, parece encobrir músicas e letras, às vezes, fracas, é, na verdade um corpo cuidadosamente bem elaborado para músicas que, sim, tem uma alma tão bela quanto. Para tanto, basta atentar às versões acústicas das músicas para perceber a qualidade das músicas em um formato mais cru.

Prepare-se para se surpreender e pensar "Como eu nunca ouvi isso antes?". Pois é. Procure saber:
















Versão acústica de People Say:

domingo, 8 de janeiro de 2012

TOP 5 - 2011 (4) - Ray LaMontagne

Ray LaMontagne. A delicadeza áspera do veludo. Na voz, nas palavras, na garganta, no estômago.





Em idos de 2010, quando consegui baixar as duas primeiras temporadas da "série" Live From Abbey Road, fiquei estasiado com tantas novidades (para mim) interessantíssimas, que acabei deixando esse brilhante compositor um pouco de lado. Logo que vi sua performance somente acompanhado de um violão em um clima de extrema intimidade, me surpreendi pelo lirismo de sua música. Pela beleza e força de sua voz. O músico parecia acanhado, mas totalmente confiante. Hoje entendo que aquela era sua zona de conforto. Seu recanto de expressão musical. Uma luz fraca sobre sua cabeça e seu violão, ambiente escuro e silencioso. Ninguém mais no estúdio. Ali sua voz era a dona da situação. As três músicas interpretadas naquele programa foram, sem dúvida, muitíssimo bem escolhidas. Talvez as três mais emblemáticas e significativas de um homem feio, mal apresentado, com uma barba ruiva 'like a bum", um violão já com o desgaste de tantas notas sofridas e acordes desesperados, parecia, de fato, um mendigo sentado ali. O que me chamou a atenção, até mesmo por influência de estar ouvindo muita coisa da Fundação Playing For Change, na época em que conheci Ray LaMontagne. Porém, o que vi foi um homem dos mais expressivos que já conheci em anos ouvindo música. Esse é o cara que me faz pensar que, de fato, nada mais que um violão e uma voz cantando algo realmente significativo são as armas de um grande compositor. O resto é apenas lucro.

Musicalmente, nada de muito rebuscado. Nada de acordes requintados, nem palavras rebuscadas, nem temas politizados ou melosos. Suas músicas são simples, introspectivas ao máximo e sinceras. O que as diferencia é a linguagem pop e a interpretação esplendorosa de Ray. Suas músicas podem até virar hinos pop em outras mãos, mas certamente perderão sua essência nos toques leves e desesperados de Ray e sua voz rouca e poderosa, que parece, em certos momentos vir de dentro de um buraco escuro e úmido ou de uma nuvem. Da suavidade das coisas simples ao desespero de um homem solitário com seu violão cantando suas desaventuras com a vida. Ray sabe sublimar problemas com a leveza de um sábio homem vivido. Seu modo de cantar o amor é singular. Particularmente, com o qual me identifico muito, mas mais do que a minha identificação com suas palavras, reconheço uma forma de ver o amor como alguém que já amou e foi muito amado.
Em 2011, cuidei de escutá-lo e estudá-lo bastante e conheci uma nova referência musical. Espero poder dividi-la com vocês e espero que gostem:


Essa última foto se faz necessária por ser uma imagem que até buscar imagens dele para colocar aqui para vocês, nunca o tinha visto sorrindo.















Estão aqui os vídeos das três músicas que me apresentaram Ray LaMontagne na série Live From Abbey Road. Vou introduzi-los a essa experiência da mesma forma que eu fui apresentado. Busquem mais coisas depois. Vale a pena:








sábado, 31 de dezembro de 2011

TOP 5 - 2011 (5) - Malgore

2011 já era. E a melhor forma de comemorarmos essa marca arbitrária tão significativa é organizar coisas boas e ruins deste período.

Pensando nisso, estou organizando uma coletânea com os melhores sons descobertos, redescobertos ou consolidados por mim na minha história de vida ao longo desse já passado, porém muitíssimo bem vivido 2011.

O termômetro, para mim, mais adequado é pensar o quanto eu aproveitei e aprendi nesse ano por meio dessa retrospectiva cronológica musical. Para tanto, vamos lá:


5- Maglore: Banda baiana mais do que descoberta. Conheci, é verdade, em 2011. Mas mais do que simplesmente ouvi e conheci. Em 2011 fui apresentado a uma das melhores bandas nacionais em atividade. Se tivesse em LP, com certeza teria furado de tanto que eu ouvi essa ótima banda.

Há quem diga que Maglore parece Los Hermanos. Um dos meus feitos musicais mais representativos de 2011 foi no tuíter, quando apresentei para alguns amigos e pedi suas opiniões, ouvi o famigerado lugar comum que Maglore é ressaca de Los Hermanos, Malgore é a Los Hermanos mastigado e até mesmo que a Maglore quer ser Los Hermanos. Bom. Eu discordei e continuo discordando. Até compreendo que em um primeiro contato, há uma semelhança. Como até mesmo o vocalista Teago comentou via tuíter, alguns trechos de algumas músicas parecem e não há como negar que os barbudinhos influenciaram e muito essas novas gerações de bandas, visto o ineditismo dos cariocas e a abrangência que o som deles alcança.
É difícil inovar ou buscar novos rumos para a sua música sem passar por grandes referências. Para mim, há outras referências no som da Maglore até mais marcantes do que Los Hermanos, como Legião Urbana, Mutantes e Pearl Jam. Acredito que não se pode definir uma comparação musical sem se pensar em todos os aspectos que envolvem os alvos da comparação.
Neste caso, há, assim como em LH, as letras introspectivas e autoviográficas com alto teor de reflexão, a melodia que perpassa por samba, bolero e algumas valsinhas e suas músicas são ideais para shows lotados com todos cantando todas as letra de cabo a rabo a plenos pulmões. Porém, a pegada é mais roquenrou, as guitarras são mais sujas e com mais sustain (até pelo uso de humbuckers, o que não há em LH). O vocal lembra bastante o timbre mais grave e rasgado de Renato Russo e Eddie Vedder. Algumas reflexões se contradizem, o que, para mim, é uma qualidade de compositores. Os teclado, da mesma forma que os de Bruno Medina (LH), buscam uma melodia harmoniosa e positiva do mestre Arnaldo Baptista, mas com mais recursos Pop e Psicodélicos do que os experimentais de Medina. Linhas de baixo mais dançantes e uma marca mais de música de estádio do que LH. Como vocês viram, é impossível não comparar com LH, mas gostar de música te leva a isso. Escutar, estudar e experimentar. Hoje, não ouço semelhança alguma com LH, mas para isso tive de percorrer um certo estudo no som da banda para tentar buscar onde ela bebeu para apresentar algo tão sincero e autêntico. O que é mais importante, a meu ver nessa banda: a Identidade. E é isso que faz de Maglore uma banda, a meu ver, interessantíssima.

Veja aí o que você acha e comente aí. É importante levar a discussão adiante.










Nesse último, eu estava lá. Showzaço no Hocus Pocus - SJC. Vale a pena conferir quando eles voltarem. Fui em 2 em 2011 e iria em mais se pudesse e o dinheiro desse (!)...